MITO E VERDADES SOBRE AMACIAMENTO DO MOTOR

Regras para amaciar o motor variam muito entre as marcas, mas ainda existem. E no limite pedem até para você não pegar estrada nos primeiros 2.500 km!

FONTE: QUATRO RODAS

Quem diz que hoje em dia não é mais necessário amaciar o motor de carro novo é porque não abriu o manual do proprietário de um zero-quilômetro.

Os motores de hoje realmente são fabricados com muito mais precisão do que no passado, mas isso não impede que eles ainda recebam das fábricas recomendações para obedecer um período de “acomodação” das peças.

“Por melhores que sejam os sistemas atuais de manufatura, com acabamento a laser e usinagem de alta precisão, e por menores que sejam as tolerâncias, todas as peças móveis precisam se conformar às outras. É um ajuste fino, que não prejudica o correto funcionamento, como era no passado, mas é melhor que ele seja feito”, explica Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores da SAE Brasil.

“Antigamente, os montadores de motor precisavam escolher os pistões que se encaixavam melhor nos cilindros. Hoje, eles sabem que qualquer um vai servir”, explica.

O que deixou de existir, de fato, é o amaciamento do qual o motor dependia para não quebrar. Sem ele, o risco era grande. Se você entende que esse procedimento é o cuidado que era exigido para que o motor não tivesse óleo com limalhas (partículas metálicas) para diminuir sua vida útil, ele real­mente não é mais necessário.

Mas se entender como um assentamento das peças, ele continua a existir. E é até chamado de amaciamento nos manuais do proprietário de marcas, como Ford, Honda e Volks. O objetivo é o mesmo: assegurar o perfeito funcionamento dos sistemas e, o mais importante, aumentar sua vida útil.


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